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Eng. Eletricista Ênio Padilha estreia Terças com CDER-RS


ESPAÇO CDER-RS

A palestra “Valorização Profissional através das Entidades de Classe”, com o Engenheiro Eletricista Ênio Padilha, inaugurou a primeira terça, no dia 20 de outubro, com a participação de mais de 50 participantes.

Foto Arquivo CREA-RS

Antes de apresentar o palestrante, o coordenador estadual do CDER-RS, Eng. Civil Jorge Köche, lembrou que a iniciativa do evento era de aproveitar o novo momento, mesmo com as dificuldades, para construir um novo ciclo com as instituições, criando um diálogo e contribuindo para a profissionalização das entidades de classe. “Vamos fazer uso desta tecnologia que veio para ficar. Os encontros virtuais podem nos aproximar mais, possibilitando o atendimento às necessidades das entidades, que são responsáveis pela representação social dos profissionais e contribuem de forma expressiva para a valorização das profissões”, salientou.


O Eng. Agrônomo Paulo Rigatto, 1º vice-presidente no exercício da presidência do CREA-RS, parabenizou a iniciativa e também destacou os encontros virtuais como facilitadores de discussões atuais. "Os eventos daqui para frente terão maior intensidade com o acesso virtual. Ainda um desafio, os presenciais voltarão, mas com certeza este novo método deve se tornar permanente, pois é mais acessível, possibilitando que as pessoas podem estar no seu carro, por exemplo, e assistir ou ouvir”. Também parabenizou o coordenador pela forma encontrada para manter o evento que acontece todos os anos nesta época, mas que devido à pandemia, foi transferido para 2021.


A presidente eleita do CREA-RS, Eng. Ambiental Nanci Walter destacou a produtividade e qualidade do evento e também parabenizando a iniciativa. Aproveitou para agradecer a recepção que tem recebido de todos e como foi gratificante verificar a participação de vários colegas.


Também eleita em 1º de outubro, a nova conselheira federal a Eng. Agrônoma Andrea Brondani da Rocha, ex-coordenadora do CDER-RS, ressaltou a alegria de reencontrar os representantes das entidades de classe e se colocou à disposição de todos para atuar no plenário do Confea.

Palestrante Eng. Eletric. Ênio Padilha

Com 11 livros publicados, cujas edições sucessivas representam mais de 45 mil exemplares vendidos em todo o País, vários artigos - só neste ano já escreveu 90, todos publicados em seu site e em outras publicações, o Eng. Eletricista Ênio Padilha, formado pela Universidade Federal de Santa Catarina em 1986, e Mestre em Administração pela Univali, em 2007. É professor em cursos de pós-graduação em diversas instituições de ensino.


Assista à palestra do Eng. Eletric. Ênio Padilha

Com um currículo deste, o Engenheiro é um entusiasta das entidades de classe e defende o marketing para elas. “As entidades não podem perder a sua capacidade empreendedora”, avalia.


Nesta palestra, discorreu sobre as diferenças e as relações entre os Conselhos profissionais e entidades de classe e a função desempenhada pelos profissionais representantes.


Empreendedorismo, por Ênio Padilha


Participante ativo e grande defensor do papel das entidades de classe na valorização profissional, o Eng. Ênio Padilha falou sobre o conceito e a definição de empreendedorismo e sustentabilidade, e das atribuições e independência da entidade de classe. Desta vez, os participantes puderam conhecer algumas práticas de sucesso, eventos como fonte de renda e não como destino de recurso, formação continuada dos associados e dicas de quatro tipos de palestras: motivacional, biográfica, de divulgação e informativa.


Sugeriu uma reflexão sobre a noção de lucro que está sendo utilizada pelas lideranças das entidades de classe, que a entendem como sem fins lucrativos. “Nossas entidades não têm noção de quais são suas potenciais ‘fontes de receita’. Não se dão conta de que têm acesso privilegiado a um público-alvo selecionado e de razoável poder aquisitivo, e que isto pode ser capitalizado em forma de negócios lucrativos. A promoção de eventos, por exemplo, que é, potencialmente, a principal fonte de renda de uma entidade de classe, é geralmente relegada a um segundo plano, gerida por amadores e transformada, em última análise, no oposto diametral de ‘fonte de renda’: vira principal destino de recursos da entidade”, ensinou.


Em sua palestra, defendeu que as entidades de classe no Brasil não podem ser dependentes do Sistema Confea/Crea, e que devem assumir um lado empreendedor e sustentável. “A entidade deve ser capaz de criar coisas diferentes e com valor, assumindo riscos correspondentes, usufruindo e recebendo as consequentes recompensas econômicas e sociais, sem compromisso da existência e do progresso contínuo da instituição”, apontou.

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