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Engenheiros defendem manejo sustentável para conservar florestas em pé

Atualizado: 21 de Dez de 2020

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A Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Engenharia Florestal dos Creas (CCEEF) articula ações capazes de esclarecer para a população que manejo florestal nada tem a ver com exploração ilícita de madeira.

“A reunião foi produtiva, com ampla discussão das propostas pelos grupos de trabalho”, avaliou o coordenador da CCEEF, Eng. Ftal. Guilherme Reisdorfer

Foto André Almeida/Confea


“Por conta de uma leitura equivocada e de uma associação incabível entre manejo florestal e desmatamento irregular, projetos de engenharia estão sendo suspensos em Roraima, Rondônia e Amazonas, por exemplo”, comentou o conselheiro federal, Eng. Ftal. Ricardo Ludke, durante a 4ª Reunião Ordinária do fórum, quando apresentou como iniciativa a elaboração de nota técnica e campanha de comunicação.


A proposta, que tem apoio do presidente do Confea, já está em andamento. “Temos que contar com essas ferramentas para divulgar o que é manejo florestal e desmitificar a questão para a sociedade que tem recebido informação distorcida”, reforçou o coordenador adjunto da CCEEF, Eng. Ftal. Benedito de Almeida (CREA-MT).


Reunião semipresencial, em Brasília, encerrou as atividades do ano, em que a coordenadoria produziu 16 propostas. Do ponto de vista legal, manejo sustentável é definido como administração da vegetação natural para a obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema.


“O Engenheiro Florestal entende que o manejo é a melhor maneira para obter recursos econômicos da floresta, conservando-a em pé e permitindo a regeneração”, pontua o titular da CCEEF, Eng. Ftal. Guilherme Reisdorfer, citando o art. 3º da Lei 12.651/2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. “A grande diferença entre desmatamento ilegal e manejo florestal é a definição de planejamento, respeito ao licenciamento e acompanhamento de profissional responsável”, explica o especialista, ressaltando que a gestão sustentável não se confunde com qualquer forma de supressão de vegetação.

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