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Plenário do CREA-RS aprova a criação do Programa Mulher

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Na plenária realizada no dia 06 de novembro, por videoconferência, os conselheiros aprovaram o Programa CREA Mulher, para ser implementado na próxima gestão. Criado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) visa atingir os objetivos de desenvolvimento sustentável e equidade de gênero propostos pela ONU para 2030 e já demonstra resultados positivos.

A Engenheira Agrônoma Denize Frandoloso, coordenadora da Câmara de Agronomia do CREA-RS e que participou do lançamento do Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua, demonstrou apoio ao projeto. “Hoje não concebemos mais mentalidades retrógradas e sexistas, achando que o mundo é dos homens. Não, o mundo é do ser humano. E, a partir disso, a gente tem que batalhar pela equidade e pela valorização”, destacou.


Ela explica que a iniciativa partiu do Confea e detalha “o presidente do Confea, eng. civil Joel Krüger, chamou uma equipe coordenada pela Eng. Eletricista Fabyola Resende para organizar. Primeiro, foi feita uma radiografia de como está o Sistema, quantas mulheres participam, quantas estão em cargos diretivos e têm tomadas de decisões. A partir desta pesquisa, foi desenvolvido o Programa CREA Mulher, que busca valorizar e fomentar o ingresso de novas conselheiras, de mulheres em cargos de chefia e, cada vez mais, ocupar espaços de poder".


A conselheira, que participa da organização do programa no Rio Grande do Sul, diz que as lideranças estão se mobilizando desde o ano passado. “No entanto, por força da pandemia, a gente teve esse hiato. Era para começar em março, mas com essa mudança de vida que tivemos nos últimos meses, tínhamos ficado paralisadas”, conta. Ela diz que, agora, as organizadoras buscam o envolvimento de todas as mulheres.


A Engenheira Eletricista Fabyola Resende, gerente de Relacionamento Institucional do Confea, coordenadora do programa e responsável por fazer o mapeamento do Sistema Confea/Crea que originou a iniciativa, diz que os resultados do levantamento surpreenderam negativamente pela presença mínima de mulheres nos cargos pesquisados. “Fizemos todo um levantamento dos Conselhos, número de conselheiras titulares e suplentes, diretoras, coordenadoras de Câmaras, tanto dentro dos Creas quanto do próprio federal, e a gente se assustou, porque os percentuais eram muito baixos”, conta, exemplificando com o dado de conselheiras titulares: "em 2018, o percentual não chegava aos 12%".


Assim que o Programa CREA Mulher foi estruturado, a principal meta estabelecida foi o aumento de, pelo menos, 10% no número de mulheres nos cargos de liderança. Os resultados já estão sendo percebidos e as metas alcançadas. Outro levantamento feito recentemente, no final de 2020, trouxe dados animadores. “Conseguimos um crescimento de aproximadamente 17% de conselheiras titulares, um aumento de 21% de diretoras nos CREAs. No colégio de presidentes, foi 50% maior o número de mulheres: antes eram quatro eleitas, agora são seis. No plenário da federal, nós não tínhamos nenhuma mulher conselheira federal desde 2018. Agora temos duas, o que representa um percentual maior do que 10%”. Fabyola atribui esse avanço, que ainda considera tímido, mas importante, ao Programa que, segundo ela, sensibiliza e encoraja as profissionais a buscarem esses cargos de liderança.


Ainda não há dados definitivos sobre o número de Conselhos Regionais que estão implantando o Programa, mas a coordenadora afirma que há muitas manifestações. Além do Rio Grande do Sul, estados como Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco também trabalham para isso. A diversidade de regiões que aderiram ao CREA Mulher indica a eficácia em se adaptar de acordo com cada Crea. “Em um País tão plural quanto o nosso, em que você não pode comparar uma situação de um CREA-AC com um CREA-RS, por exemplo, ver que o Programa Mulher, com os moldes que ele tem hoje, conseguiu permear por essas diferenças regionais é muito importante”, relata.

Fabyola acredita que o fato de ter mais um Crea aderindo é uma prova de que este era um desejo já existente. “ Mais uma comprovação de que de realmente esta era uma demanda reprimida, uma pauta que já deveria ter sido trabalhada. Ela já vinha sendo debatida em outras gestões, mas não na forma de um programa institucional então, cada Crea que adere e implanta o Programa, é uma vitória”, comemora.

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