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TCC premiado pelo CREA-PR propõe a criação de usinas de incineração de resíduos sólidos para geração

Atualizado: 16 de Dez de 2020

NOVIDADES TÉCNICAS

O projeto “Análise de Implementação de uma Usina de Geração de Energia Elétrica através de Resíduos Sólidos Urbanos em Pato Branco-PR” foi escolhido como o melhor trabalho de conclusão de Engenharia Elétrica no prêmio Melhores TCCs do Paraná - 2020, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR). Os autores Everton Luiz Morelatto e Rafael Welington Sanitá, orientados pelo Prof. Me. Ithalo Hespanhol de Souza, propõem a criação de usinas de incineração de resíduos sólidos para a geração de energia elétrica, como alternativa para reduzir lixões e aterros sanitários.

O projeto é uma alternativa para a redução dos aterros sanitários


Rafael explica que perceberam que algumas cidades ainda descartam o lixo em lixões, trazendo prejuízos ambientais, e em outras ainda não aproveitam todo o potencial que os resíduos oferecem. Além disso, a tendência é de que todas as cidades precisarão, em algum momento, de uma alternativa aos aterros sanitários, que também não são ideais para o descarte do lixo. “A grande maioria que foi para aterro sanitário fez um planejamento de 10 a 20 anos e chegou no seu limite muito antes”, afirma. Por isso, eles buscaram uma solução que pudesse ser aplicada, não somente em Pato Branco, mas em todas as cidades que têm problema com o seu lixo. “Muitas ainda não têm, mas vão ter logo, porque a produção desses resíduos só aumenta. Durante a pandemia percebemos o quê? As pessoas estão mais em casa, consomem mais e o resultado é mais lixo”, pondera. 


Foi buscando referências em iniciativas nacionais e internacionais, que os acadêmicos desenvolveram o projeto premiado. Rafael explica que funciona da seguinte forma: a prefeitura continua recolhendo diariamente o lixo, mas, em vez de levar para os aterros ou para os lixões, leva para a usina. Lá, os trabalhadores das cooperativas de reciclagem recolhem o material de seu interesse, visto que muitas pessoas ainda não separam o lixo reciclável dos outros resíduos. O restante vai, primeiramente, para uma caldeira aquecida em torno de 500°C. O lixo queimado produz cinzas que podem ser utilizadas para a construção de paver, tijolos e até mesmo carvão para a própria usina. Os gases originados da queima movimentam pás e, através do gerador, tem-se a produção de eletricidade. “Ou seja, você tem um movimento de energia mecânica (rotação) que vai se transformar em energia elétrica”, explica. 

Além disso, segundo Rafael, após o processo de queima, os gases passam por uma filtragem que faz com que não haja liberação de gás carbônico na atmosfera, o que possibilita inclusive, a exploração de créditos de carbono. “Uma das preocupações maiores é a parte dos gases poluentes. Atualmente, existem pesquisas, algumas realizadas no Brasil, que mostram a eficácia chegando a praticamente 100% da não eliminação dos gases poluentes, somente os gases bons, ou seja, o gás oxigênio”, afirma. 


O trabalho se destacou por ser uma proposta de solução socioambiental que leva em conta aspectos econômicos, sociais e ambientais. Para além da teoria, Rafael espera ver o projeto sendo implementado na prática. “Por que não damos um passo adiante, solucionando esse problema agora, não daqui a 20 anos? Por isso nosso projeto está aí, mostrando a viabilidade técnica e financeira para os municípios brasileiros”, conclui.

O TCC defendido pelos estudantes de Pato Branco no final de 2019 concorreu com outros 26 trabalhos de acadêmicos do Paraná. O prêmio Melhores TCCs do Paraná – 2020 também escolheu os melhores trabalhos apresentados em 2019 nas áreas de Agrimensura, Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e Metalúrgica, Geologia e Minas, Engenharia Química e Especiais (Segurança do Trabalho). Todos os indicados podem ser consultados na Biblioteca Virtual do CREA-PR (https://bibliotecavirtual.crea-pr.org.br/melhores-tccs-do-parana-colegiados.php) em seção específica denominada “Melhores TCCs do Paraná”. Para acessar, é necessário indicar 2019 como o ano de defesa.



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