Infra-BR, um “divisor de águas” dentro do Sistema

Monitorar a infraestrutura do país, identificar fragilidades e auxiliar gestores públicos na tomada de decisões. Esse é o propósito do Infra-BR, plataforma lançada em março de 2026 pelo Confea que avalia, estado por estado, as condições da infraestrutura brasileira a partir de seis dimensões temáticas e 67 indicadores técnicos.
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O Infra-BR é, em sua essência, um índice composto que agrega múltiplos indicadores individuais para produzir uma medida sintética de um tema complexo. Ele foi concebido para avaliar sistemicamente o desempenho da infraestrutura nas Unidades da Federação, indo além da simples contagem de obras ou extensão de redes. Fundamenta-se na ideia de que o investimento sustentável em infraestrutura deve ocorrer de forma transdisciplinar e sistêmica, de modo que a avaliação da qualidade dos ativos e dos serviços públicos possa ser realizada a partir de seis grandes dimensões em cada UF.
Para conhecer melhor a ferramenta, conversamos com Alexandre Borsato, assessor da presidência do Confea e analista administrador de carreira. Desde 2014, ele coloca em prática sua paixão por dados e colabora com decisões estratégicas baseadas em informação.
Com 12 anos de atuação no Confea, Alexandre Borsato definiu o Infra-BR como um “divisor de águas” dentro do Sistema. “Estamos enxergando neste projeto um grande propósito. Temos muito a contribuir com o futuro do país”, afirmou.
Segundo ele, a plataforma vai além da simples reunião de dados estatísticos. O objetivo é transformar informações técnicas em instrumentos de planejamento e gestão pública. “Aquilo que a gente não mede, não consegue gerenciar. Se não entendemos onde está o problema, fica muito mais difícil resolvê-lo”, pontuou.
Borsato explicou que o índice foi desenvolvido para permitir diagnóstico, planejamento, monitoramento e priorização de ações em infraestrutura. Mais do que comparar estados entre si, a proposta é acompanhar a evolução histórica de cada unidade federativa. “Não queremos comparar o Acre com outro estado, mas o Acre de 2026 com o Acre de 2028. O gestor público poderá medir sua própria atuação”, explicou.