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Gestão 2021-2023 – oito meses em números! 

Neste tempo, hoje, como uma profissional que virou presidente de um Conselho complexo, entendo que ainda existem muitos desafios. Sigo dizendo: não temos problemas, temos desafios a serem resolvidos. 

No momento atual, com oito meses à frente do Conselho, temos alguns empregados no modo híbrido e outros 100% presencial, lembrando que ainda estamos no modo de enfrentamento à pandemia da Covid-19. 

Os desafios exigem coragem e vontade de transformar, pois os profissionais estão em seu dia a dia também buscando o melhor de suas atividades. Já consegui imprimir um ritmo e estabelecer algumas melhorias, perto de várias delas que anseio em realizar. Por exemplo, a ART já é compensada no sistema bancário entre 30 e 40 minutos. Esta mudança faz muita diferença, por exemplo, para os colegas que trabalham com eventos que estão sendo retomados.  

Com a pandemia os eventos são menores, por isto é que estamos aproveitando este período para fazer ajustes que visam facilitar as atividades dos profissionais. Pois é quando não está chovendo que devemos consertar o telhado, não é mesmo? 

Com este mesmo olhar, buscamos melhorar o tempo de análise de processos nas Câmaras Especializadas. Realizamos uma força-tarefa para agilizar o fluxo de processos dos profissionais que aguardavam a análise dos conselheiros regionais. Nas duas maiores Câmaras Especializadas, a de Engenharia Civil e Câmara de Agronomia, superamos a meta de 50 processos pré-relatados por semana, reduzindo 16,5% na carga de processos. 

Outro foco foi a agilização da entrega das Certidões Técnicas, imprimindo um trabalho de gestão e índices. Na verdade, entendo que hoje a engrenagem do Conselho está mais dinâmica, mas reforço a fala inicial aqui: temos muitos objetivos por melhorias! Aguardem. 

Representatividade 

Ao final da maratona que vinha envolvendo todo o Sistema Confea/Crea desde o final de março, quando a Medida Provisória 1.040/2021 foi enviada ao Congresso Nacional, foi construído, no dia 5 de agosto, um acordo com o governo federal que possibilitou a permanência da Lei 4.950-A/1966, que regulamenta o Salário Mínimo Profissional, e a retirada do artigo que interfere na atividade de profissionais de Engenharia Elétrica, colocando em risco toda a sociedade ao dispensar a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de instalações elétricas até 140 kw. 

Encontro com o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP), reforça as demandas do Sistema

O CREA-RS manteve uma comitiva atuante e sem precedentes em ação parlamentar em Brasília, principalmente com os deputados e senadores do Rio Grande do Sul, mostrando a força do Sistema Confea/Crea e Mútua para a valorização do exercício profissional regulamentado, inclusive em parceria com demais regionais.  

 

É importante a representatividade do Conselho junto aos órgãos públicos, já que traz pertencimento à rede pública, pois já colhemos os louros das nossas agendas parlamentares, com as visitas à Assembleia Legislativa, à Secretaria Estadual de Obras, ao vice-governador do Rio Grande do Sul, exemplificando com as visitas de autoridades no estande do CREA-RS na Expointer, ocorrida em setembro e considerada o primeiro grande evento com público desde o início da pandemia. 

Medalha do Mérito Farroupilha à Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina 

Para além do desafio diário de presidir uma máquina como o CREA-RS, considerando o orçamento e o número de profissionais e empresas, conseguimos resgatar, em curto espaço de tempo, a imagem institucional. Durante a cerimônia da entrega da Medalha Assis Brasil, na Expointer, fomos o único Conselho profissional presente na homenagem. É muito importante, porque faz com que o CREA seja lembrado e, também, seja partícipe, em discussões importantes que envolvem as atividades do Sistema Confea/Crea.  

Muitas agendas, em princípio, mostram apenas o lado social, mas também são técnicas, porque abrem espaços para outras pautas propositivas e assertivas importantes para o Sistema.  

Por exemplo, a Expointer não é um local “aparentemente” de trabalho, mas sim é um espaço para firmar parcerias importantes e fomentar relações com parlamentares no sentido de nos representar nas pautas políticas, que é o que fizemos ao nos reunirmos com deputados federais e estaduais, para falar sobre projetos de leis que envolvem as nossas profissões.  

Temos que trazer de volta o papel de protagonismo do CREA-RS nos ambientes político e administrativo. Esta é uma das missões da gestão, promover cada vez mais diálogo com todos os poderes, colocando o Conselho gaúcho à disposição para contribuir com a legislação municipal, estadual e federal.  

Não é fácil conciliar o meu papel de presidente com as questões administrativas que urgem ser solucionadas, com a agenda externa que também é importante para recolocar o CREA-RS em todas as pautas técnicas. Considerando que os nossos profissionais estão em todos os setores que permeiam a sociedade, o Conselho deveria estar lá contribuindo para a construção de leis, ocupar espaços, propor e viabilizar projetos da sociedade com o conhecimento técnico. Precisamos intensificar uma melhoria na nossa imagem institucional, envolvendo os profissionais nesta causa que são a razão de ser do nosso Conselho.