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Conheça a MarIA: robô que cuida da vida pessoal e profissional

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Imagine receber o lembrete: "Escolha a fantasia de Haloween do seu filho. Festa na escola será sexta-feira. Selecionei abaixo quatro opções". Você escolhe e a MarIA, que traduziu o e-mail da escola alemã e o transformou em mensagem de WhatsApp, realiza a compra, que chegará a tempo na sua casa. Maria acompanhará o acesso das crianças no YouTube e te mandará mensagens a cada clique suspeito. Também é a MarIA que vai contabilizar qual entre os produtos que você vende é o mais bem avaliado pelos clientes nas reuniões e irá sugerir estratégias de investimentos.

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MarIA é o robô criado por Karen Salim, Engenheira Eletricista brasileira baseada em Paris, especialista em inteligência artificial. Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pesquisa a área desde 2006, quando seu orientador propôs diversas metodologias existentes, mas que ainda não eram muito divulgadas. "Antes da OpenAI, inteligência artificial era um tabu. O ChatGPT fez um favor imenso, pois educou a população do que a IA era capaz de fazer. Hoje as pessoas não têm resistência, têm curiosidade", comenta Karen, que é doutora pela Universidade de São Paulo (USP).

Na Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da UFRJ, onde deu aulas, Karen trabalhava com sistemas de potência e já usava programação - vocação que a levaria no futuro próximo para a IA. Matemática e programação são, segundo ela, duas habilidades necessárias para realizar uma criação em IA, além das específicas a depender do objetivo e das características do robô.

Karen explicou que existem cinco níveis de consciência em inteligências artificiais. Sua empresa, MSolutions, comercializa robôs de níveis 2 e 3. A MarIA é nível 4 em consciência, mas ainda não está à venda. Seus projetos atendem tanto à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) brasileira quanto à General Data Protection Regulation, da União Europeia. "Bolamos uma infraestrutura na nossa empresa que é como uma caixa em que colocamos a piscina de dados do cliente, criptografamos, e dá uma segurança maior. É custoso, é caro, não é toda empresa que faz isso. Os dados dos nossos clientes não se misturam com dados de treinamentos mundiais".​

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A engenheira enxerga a inteligência artificial como um marco tal como foi a internet. "As pessoas tinham receio e curiosidade e de repente todos usavam. Acho que em pouco tempo a IA vai estar integrada 100% no nosso dia a dia. Todos os sistemas que a gente não vê já estão usando IA. Os sistemas vão ficar mais autônomos. As pessoas vão dar pequenas tomadas de decisão para a IA. Temos de nos preocupar um pouco com ética e segurança do uso, com golpes de voz, por exemplo. Mas, em um curto prazo, não vai ser nada como ficção científica".

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Karen disponibiliza conteúdos sobre inteligência artificial em um hub na AppStore, voltado para quem quer desenvolver expertise na área, conectar-se com profissionais do setor, ou simplesmente estar à frente. Na plataforma há pequenos cursos e dicas do dia a dia. ​​​​​

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