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A necessidade de fomento ao financiamento nos investimentos de infraestrutura

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Cylon Rosa Neto
Engenheiro Civil | Coordenador do Fórum de Infraestrutura |
Vice-presidente do Sicepot-RS | E-mail: cylon@bourscheid.com.br

O Rio Grande do Sul vive um momento auspicioso em termos de investimento em rodovias pelo Daer-RS. O Governo do Estado promove um programa amplo integrado com municípios para que se tenha um retorno da robustez para construção e conservação rodoviária.

Já no âmbito do Estado com o Dnit ocorre o inverso, a situação das rodovias federais é calamitosa pela ausência de investimento em conservação e pela morosidade do investimento em construção, decorrente de um orçamento federal insuficiente, causando o atraso, especialmente, na conclusão da BR 116, na travessia dois do Guaíba, e na duplicação da BR 290 Porto Alegre-Pantano Grande. No entanto, além destes quesitos, a gravidade da ausência de orçamento para conservação está levando a uma deterioração preocupante da malha de rodovias federais no RS.

Ao se fazer uma análise histórica, verifica-se que não existe fomento ao investimento em infraestrutura, cláusula pétrea do desenvolvimento econômico e sustentável, no caso do Rio Grande do Sul, fulcro no investimento em rodovias, principal modal para logística do Estado, muito acima em participação em relação a outros estados da Federação que têm outros modais com representatividade. O que se observa é que em vez de uma sistemática mínima de investimento anual, para haver crescimento equilibrado na qualidade da malha e, consequentemente, do custo logístico vinculado, se tem um processo sistêmico de deterioração de qualidade, eventualmente mitigado por programas pontuais como ocorreu no Daer no final dos anos de 1990, nos anos 2010 e no presente momento, bem como picos anuais e eventuais localizados no Dnit na década 2010-2020.

Com esta linha de ação o Estado continuará a perder competitividade em relação a seus concorrentes nacionais e internacionais, o RS é um player competitivo até o “portão da indústria” ou a “porteira da fazenda”, mas parcela representativa deste esforço qualificado de quem produz, se desfaz na questão logística pelas razões em epígrafe.

Portanto, em um momento de transição eleitoral, onde haverá um horizonte de novas gestões que se iniciarão, reeleitas ou não, deveria haver tanto na União como no Estado uma busca de alternativas de financiamento e fomento para investimento em infraestrutura, onde instituições como BB, CEF, BNDES, Banrisul, Badesul e BRDE poderiam criar programas de fomento aplicáveis ao Daer e Dnit para o investimento ser sistêmico, não descontinuado e desestruturado como vem historicamente ocorrendo.

 

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